Viajar sozinho /a – as vantagens e desvantagens de uma viagem a solo

Viajar sozinho – as vantagens e desvantagens de uma viagem a solo
Viajar sozinho – as vantagens e desvantagens de uma viagem a solo

Viajar sozinho/a pode ser uma experiência incrível, mas também pode ser uma experiência assustadora para algumas pessoas. Fazer uma viagem a solo está na moda, e ainda bem! Coisas simples como ir a um restaurante sozinho ou ir a uma sessão de cinema sem companhia são ainda vistas com alguma estranheza, infelizmente. Porém, o mesmo não acontece com viagens. Há cada mais jovens e adultos a arriscar numa viagem a solo e dificilmente se arrependem. Quanto ao meu caso, já tive ambas as experiências – comecei a viajar sozinha com 21 anos e aos 24 fiz uma viagem de 9 meses pelo sudeste asiático na minha bela companhia. Nos últimos anos tenho viajado acompanhada e por isso sei bem quais os prós e contras de cada tipo de viagem.

Não há mistérios – tanto viajar sozinho/a como viajar acompanhado têm aspetos positivos e negativos que precisamos de considerar. O mais importante é encontrar a forma que melhor se adapta à tua personalidade e às tuas expectativas.

👍 Vantagens de viajar sozinho/a

A sensação de liberdade

Viajar sozinho dá-nos liberdade
Estás mais “livre”
A sensação de liberdade é uma das melhores coisas em viajar sozinho.jpg
Tu é que defines a tua rotina

Para mim, a melhor coisa de viajar sozinho/a é a sensação de liberdade que esta me dá. A sensação de ter a casa às costas e poder partir, sem rumo, guiada apenas pela minha vontade de ver o mundo. Atrevo-me até a dizer que, no meu caso, esta sensação chega a ser viciante.

Quando viajas sozinho não dependes de ninguém e escolhas simples como em que restaurante jantar, em que hotel dormir, ou que meio de transporte apanhar, dependem exclusivamente de ti. Podes ficar mais um dia numa cidade se estiveres cansado, ou partir no próximo autocarro se assim quiseres. A tua rotina, o teu dia-a-dia, é gerido por ti. Quando viajámos acompanhados precisamos de encontrar um balanço entre as nossas vontades e a vontade do outro.

Estás mais disponível para conhecer novas pessoas

Estás mais aberto para conhecer novas pessoas
Estás mais disponível

Quando viajamos com alguém, ou mesmo em grupo, estamos mais fechados para interagir com o mundo à nossa volta. Temos mais tendência para falar com os membros grupo e estamos menos disponíveis para falar com desconhecidos. Estamos também menos atentos e, inevitavelmente, deixamos escapar certos pormenores à nossa volta. Quando estás a viajar sozinho, a experiência é diferente – absorves o mundo à tua volta com mais intensidade e estás mais disponível para encetar conversa com um local ou até com outros viajantes.

E, quase sempre, é destas interações imprevisíveis e aleatórias que nascem as melhores memórias de uma viagem.

Aprendes a ser desenrascado/a

Aprendes a ser desenrascado
Viajar é a melhor escola da vida

Perdeste o último comboio do dia – podes ficar a dormir mais uma noite nessa cidade e ir embora no dia seguinte, ou podes tentar encontrar um autocarro – qual é que escolhes?

Uma viagem a solo pode ser uma das melhores “escolas da vida“. Em bom português – viajar ensina-nos a ser desenrascados e a saber resolver problemas. Numa viagem há sempre decisões a tomar, decisões essas que, por vezes, levam a contratempos. As opções nem sempre são fáceis e por vezes tens de ser rápido a decidir. Viajar sozinho ensina-nos a resolver problemas e a ser mais práticos.

Vais conhecer-te melhor

Vais conhecer-te melhor
Aprendes a conhecer-te melhor
Vais conhecer-te melhor
No final serás uma pessoa mais madura e consciente

Em viagem estamos expostos às mais variadas situações. Uma semana parece facilmente um mês e por aí adiante. Enfrentámos situações adversas, muito diferentes da nossa rotina e do ambiente a que estamos acostumados. E viver situações diferentes obriga-nos a conhecermo-nos melhor, a descobrir que pessoa é que somos nas mais variadas situações.

Além disso, numa viagem a solo terás muitos momentos de introspeção, que te vão permitir refletir sobre a pessoa que és e aquilo que queres para a tua vida. No final da viagem serás certamente uma pessoa mais consciente e madura.

Viajar sozinho/a é uma ótima oportunidade para te conectares contigo mesmo e descobrires as tuas próprias habilidades, interesses e limites.

Desvantagens de viajar sozinho/a

O sentimento de solidão

Momentos de solidão fazem parte de uma viagem a solo
Momentos de solidão fazem parte de uma viagem a solo
Mas são estes momentos que nos fazem crescer
Mas são estes momentos que nos fazem crescer

É claro que numa viagem a solo conhecemos dezenas de pessoas e, na verdade, acabamos por estar pouco tempo sozinhos. Mas tal não significa que NUNCA vamos estar sozinhos.

Vai haver momentos em que vais estar apenas contigo e experiências que só tu irás vivenciar. Nem sempre estar sozinho significa sentirmo-nos sozinhos, mas é normal que surjam alguns momentos de solidão. Se fizeres uma viagem longa, é possível que sintas falta de amigos e família. Por muitas pessoas novas e interessantes que conheçamos, por vezes precisamos do carinho e conforto que apenas uma relação duradoura e de confiança pode proporcionar.

Torna-se mais caro

Uma viagem a solo pode ser mais cara
Uma viagem a solo pode ser mais cara
Torna-se difícil dividir os custos quando estás a viajar sozinho
Torna-se difícil dividir os custos quando estás a viajar sozinho

Quando viajamos acompanhados há certas despesas que acabamos por dividir, como a conta do táxi, a estadia do hotel e por vezes até o preço de algumas refeições. Porém, quando viajamos sozinhos passamos a acarretar todos esses custos na sua totalidade, o que acabará por se refletir numa viagem mais cara.

Quem tira as fotografias?

Quem te vai tirar fotografias numa viagem a solo?
Quem te vai tirar fotografias numa viagem a solo?

Esta é também uma boa questão pois, se estamos a viajar sozinhos, não temos um parceiro para nos tirar fotografias. Ainda assim, é perfeitamente possível continuar a tirar fotos. Podes sempre pedir a um local, ou a um turista, e com isso até podes acabar por fazer uma amizade.

Estás por tua conta e risco

Estás por tua conta e risco
Estás por tua conta e risco
Tens de tomar conta de ti
Tens de tomar conta de ti

Se algo correr mal, estás sozinho e vais ter de resolver a situação. Se tiveres um acidente, vais precisar de ir a um hospital ou até mesmo à polícia e só tens uma pessoa com quem contar – tu. Claro que poderás sempre pedir ajuda a um local, e possivelmente conseguirás ajuda, mas, ainda assim, estás sozinho e precisas de ter controlo sob a situação.

Quer vás sozinho ou acompanhado, ter um bom seguro de viagem é fundamental. Eu faço sempre os meus seguros com a IATI. Se fizeres o teu seguro através deste link, terás um desconto de 5%.

E então, devo fazer uma viajar sozinho/a?

Devo fazer uma viagem sozinho?
Devo fazer uma viagem sozinho?

Nim. Não há regras nem milagres. Há quem diga que toda a gente devia viajar sozinho uma vez na vida”, mas eu não concordo. Viajar sozinho é uma experiência que não é para todos. Há pessoas que realmente não gostam de estar sozinhas, e há pessoas que nem sequer gostam de viajar. Por isso não acho que seja para todos, nem que devas obrigar-te a isso.

Porém, se gostavas de ter uma experiência destas, então acho que deve arriscar. A vida é curta e o tempo passa a correr. Estamos aqui para ser felizes e concretizar os nossos sonhos. Mas não te esqueças que viajar sozinho/a é um processo que leva o seu tempo – desde a vontade de partir até tomar a decisão de ir, há um certo tempo em que precisamos de ponderar, refletir, procurar opiniões, para então perceber se realmente é uma experiência que queremos viver.

É importante considerar cuidadosamente as vantagens e desvantagens antes de decidir se é ou não a melhor opção para ti Se estiveres pronto para a aventura, viajar sozinho pode ser uma experiência única e inesquecível!

Procuras inspiração para viajar sozinho/a?

Solo, uma viagem de 254 dias pelo sudeste asiático
Solo, uma viagem de 254 dias pelo sudeste asiático

No dia 3 de outubro entrei num avião com destino a Banguecoque, apenas com um bilhete de ida. Certa de que era a decisão mais incerta que havia tomado e com o receio de quem é sobejamente humano, dei o primeiro passo daquela que viria a ser a aventura da minha vida.

Durante os oito meses e meio que se seguiram embarquei sozinha numa odisseia asiática que a levou a cruzar 9 países. Às costas carreguei o peso da liberdade. Em 254 vivi uma vida inteira – ri, chorei, perdi-me e voltei a encontrar-se. Conheci pessoas incríveis e ouvi histórias extraordinárias, desafiei-me, vivi experiências inesquecíveis e cresci.

Neste livro relato as experiências e peripécias de uma miúda que, com 24 anos, decidiu dar uma volta ao mundo quando a vida lhe trocou as voltas.

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