Segurança no Egito – Os esquemas turísticos mais comuns

Na última década, o turismo no Egito desceu consideravelmente, registando uma queda de 65% desde 2010. Porém, nos últimos anos, o turismo tem vindo a renascer e o Egito tem vindo a reafirmar-se como um destino de eleição. Neste artigo vou abordar a questão da segurança no Egito e explicar que zonas do país devem ser evitadas. Vou também apresentar-te os esquemas turísticos mais comuns, para que não sejas vítima de nenhum deles.

Nos últimos anos o turismo no Egito tem vindo a crescer

A revolução que ocorreu em 2011, o golpe de estado que se sucedeu em 2013 e os múltiplos ataques terroristas que ocorreram desde então, levaram a um clima de insegurança generalizado. Como tal, o turismo foi o primeiro a sofrer, e registaram-se quebras gigantes no turismo.

Contudo, o turismo representa uma grande fatia da economia do país e é do interesse de todos os egípcios que este volte a ser o destino de eleição que foi outrora. O país está a fazer um esforço para restituir a confiança por parte dos estrangeiros. Por este motivo, no Egito os turistas são tratados de maneira diferente dos locais, quer pela polícia, quer pela própria população.

O Egito é hoje um país seguro para viajar

Atualmente, o Egito é um país relativamente seguro para viajar. É possível viajar de forma independente sem recorrer a grupos de viagem organizados. Dá mais trabalho e requer alguns cuidados extra, mas é perfeitamente possível.

Mapa de risco

Mapa de Risco do Egito. Fonte: GOV.UK

No mapa apresentado acima podes ter uma visão geral sobre que zonas deves evitar numa visita ao país.

  • A zona norte da Península do Sinai, marcada a vermelho, é uma zona de risco elevado. As viagens são desaconselhadas para esta região.
  • A zona sul da Península do Sinai e toda a parte do Deserto Ocidental, marcadas a amarelo, são consideradas zonas de risco intermédio. As visitas a estas zonas devem ser acompanhadas por um guia local, com a supervisão de uma empresa especializada.
  • A zona do Vale e Delta do Nilo, bem como o Deserto Oriental e a Costa do Mar Vermelho, marcadas no mapa a verde, são as zonas mais seguras do país. É também aqui que a maioria da população vive e que estão concentradas a maior parte das atrações turísticas.

Escolta militar no Egito

A escolta militar é muito comum no Egito, mas é apenas uma questão de segurança

Em algumas zonas mais turísticas, como na zona do Monte Sinai ou em Abu Simbel, as viagens de autocarro são realizadas sob escolta policial. Durante o percurso existem múltiplos checkpoints ao longo de todo o caminho. Estas medidas podem sugerir alguma insegurança mas, na verdade, é precisamente o contrário. Os militares estão lá para proteger os turistas e para garantir que tudo acontece da forma prevista. No fundo, é uma medida de segurança.

Roubos e assaltos no Egito

Roubos ou assaltos não são comuns no Egito

O risco de roubo/ assaltos é muito baixo, em especial porque as sentenças para este tipo de crime são bastante duras.

Esquemas turísticos mais comuns no Egito

Golpes turísticos mais comuns no Egito

Infelizmente, o Egito é conhecido por ser mestre no que toca a golpes turísticos. Há esquemas turísticos bem recorrentes que devem ser tidos em atenção antes de viajar. Aqui fica um resumo dos principais esquemas:

  • O Egito tem aquilo a que se chama a “cultura do baksheesh”. Baksheesh significa esmola ou gorjeta e é comum ouvir pessoas e crianças a pedir baksheesh quando passam por algum estrangeiro;
  • Não aceitar nada de ninguém. Mesmo que digam que é uma oferta ou que é de graça, não aceitem. Assim que tiverem o objeto na vossa mão, vão pedir-vos dinheiro;
  • Em lugares muito turísticos, se alguém vos começar a dar explicações históricas sobre o local, fiquem a saber que no final também vos vai ser pedido baksheesh. Por isso digam desde logo que não vão dar dinheiro.
  • Se alguém se oferecer para vos tirar uma fotografia, saibam que no final vão pedir baksheesh;
  • Táxis, em especial no Cairo. Além de nunca ligarem o taxímetro, muitas vezes trocam os preços, que previamente acordaram. Por exemplo, dizem que o preço era por pessoa e não por viagem, ou que o preço era em libras do reino unido e não libras egípcias. O melhor é usar uber.
  • As pirâmides do Egito são uma atração onde ocorrem frequentemente esquemas turísticos. Em tempos havia um gang que operava nesta região e que, com um esquema muito bem montado, levava os turistas a entrar nas pirâmides em cavalo ou camelo, segundo o mote de que é proibido andar a pé dentro dos complexo. Ora isto é mentira e é perfeitamente possível andar a pé. Este gang está controlado pela polícia mas, na zona da estação de metro de Giza, ainda é praticada. Se te deslocares para as pirâmides por conta própria, não acredites em nada do que te dizem no caminho, provavelmente é mentira.
  • Se alguém vos oferecer marijuana, não aceitem. Além de ser ilegal no país, é também um esquema turístico comum. Assim que vocês aceitam, aparece uma uma outra pessoa que diz ser uma autoridade e que ameaça levar-vos para a polícia, a menos que lhe dêem dinheiro.

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